Estilo de vida

Um mundo melhor: como chegar lá?

Cada vez mais vemos as pessoas falando sobre um mundo melhor. Mas o que elas querem dizer com isso? E como cada um de nós pode contribuir para colocar esse mundo melhor em prática?

Como um primeiro passo, vale a reflexão: estamos dando às mulheres a importância que elas tem neste processo? É fundamental aprender a valorizar cada vez mais este papel, e além disso aprender com elas diversos valores que podem impulsionar uma verdadeira transformação.

mundo melhor

Empatia. Um ciclo sem fim.

Ser solidário e conseguir se colocar no lugar do outro com mais facilidade.

Mesmo diante de dificuldades, precisamos nos colocar menos no papel de vítima ao entender que todos temos desafios e, ao mesmo tempo, lembrar que sempre temos algo para doar. Seja tempo, sentimento, atenção ou bens materiais, podemos compartilhar aquilo que temos com o outro de alguma maneira, e dessa forma dar início a uma verdadeira corrente do bem.

Não parar até conquistar.

Mulheres sabem muito bem o que querem, e acreditam no seu potencial para alcançar seus objetivos. Com uma história de tantas lutas pela liberdade e a busca pelo espaço do feminino na sociedade, elas sabem que podem chegar a qualquer lugar e não desistem até atingirem suas metas.

Senso de coletividade e o mundo melhor que podemos construir juntos.

Juntas somos mais fortes. E embora a mulher tenha cada vez mais consciência do seu potencial individual, elas sabem que caminhando em conjunto é muito mais fácil ir mais longe.

Pela experiência de vida e por todos os aprendizados, sabe-se que tentar tomar para si todas as responsabilidades em diversas fases da vida pode causar desgaste físico e emocional. Cientes dessa sobrecarrega, o senso de coletividade torna-se cada vez mais presente e, assim, a importância de “somar” é trazida à tona.

Desde quando nasce um neném, por exemplo, ouve-se falar muito em rede de apoio. E não raramente vemos grandes grupos que se reúnem para lutar por direitos, espaço e conquistas. Na própria família, as mães sabem como designar tarefas, e entendem a importância de agir em conjunto.

A dor como impulso.

Com a luta de classes e a mulher conquistando seu espaço, muitas vezes “esquecemos” das dificuldades que o feminino encontrou para chegar até onde estamos – e ainda encontra.

Contratações que não acontecem simplesmente por sermos mulheres. Assédio. Designação de “sexo frágil”. Opressão. Discriminação. Posições pré-estabelecidas. Julgamentos. Corpo padrão. Culpa. Uma lista que com certeza continua, mas já nestes tópicos nos faz lembrar como o caminho está longe de ser fácil.

Inegavelmente, muitos casos terminaram em tragédias, em tristeza, frustração. Entretanto outros tantos casos vieram como impulso, e deram às mulheres uma força sem igual. Foi quando perceberam, por si só, o quanto são capazes de mudar a realidade.

Para construir um mundo melhor é preciso ser multitarefas.

Ser mãe. Trabalhar. Cuidar da casa. Gerenciar o lar. Não é de hoje que mulheres desenvolvem múltiplas habilidades, na busca por conciliar a vida sem deixar de lado seu propósito, ao passo que também pensam no sucesso.
Uma personalidade apta para empreender, no desenvolvimento de um ser multitarefas.

Retomamos ainda o já mencionado senso de coletividade, tanto para não enxergar a “concorrência” como “inimiga” mas para entender que quando se trata de negócios, “grupo de apoio” também é importante.

Estão aí mais algumas questões que as fazem empreendedoras por natureza, junto à certeza de que até mesmo erros nos fazem acertar com mais assertividade. É por isso que elas se jogam nos desafios e se permitem falhar, fortalecendo a autoconfiança e o autoconhecimento.

Melhorar ou dominar? Do que o mundo precisa?

Uma vez li uma frase num livro e ela me marcou demais. Dizia, resumidamente, que muitas vezes o que nos faz ser justos e gentis é ter tido pessoas que não agiram assim com a gente.

Ter essa percepção faz das mulheres não somente mais fortes, mas também mais humanas e resilientes, englobando tudo isso que mencionamos anteriormente.
É nesse conjunto que cabe pensar na frase de Ana Lúcia Fontes, em um TED que engloba exatamente esta pauta da qual estamos falando: qual a possibilidade das mulheres dominarem o mundo?

A frase resume exatamente o que eu penso sobre isso. Elas podem, sim, dominar o mundo. Porém mais que isso, elas podem MELHORÁ-LO. E talvez seja nisso que a gente precise pensar. Talvez seja disso que a gente precisa. Como mulher. Como pessoa. Enfim, como mundo.

Vale a reflexão.




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