Estilo de vida

Amigos no trabalho: benefícios e limites

Ter amigos no trabalho é uma maneira de tornar mais leve o nosso dia a dia. Se é trabalhando que passamos grande parte do nosso tempo, como seria não ter ao menos um bom convívio com as pessoas ao redor? Entretanto, existe uma palavra-chave para que tudo isso não venha atrapalhar ou trazer consequências: equilíbrio.

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            O segredo está em compartilhar experiências, momentos e sentimentos com maturidade, sabendo separar o pessoal e o profissional e respeitando alguns limites importantes.

Tudo tem seu tempo: saiba separar

Para não perder o foco e atrapalhar sua produtividade, é importante entender que o horário de trabalho deve ser destinado a assuntos relacionados a isso. Lembre-se que entregar suas tarefas é uma obrigatoriedade e temos prazos e padrões que devemos cumprir, mas isso não significa “ficar de boca fechada”.

            Conversas dentro deste período e do escritório relacionadas ao profissional podem trazer inspiração e aprimoramento, e contribuir para ótimos resultados. Mas é realmente importante que o assunto não se desvie para um bate-papo ocasional.

Assuntos aleatórios devem ser deixados para momentos livres, como o horário de almoço ou happy hour.

            Vale lembrar, também, que mesmo nessas situações existem temáticas que é melhor evitar. Cuidado ao falar mal do chefe, por exemplo, ou mesmo criticar outras pessoas da equipe – o que inclui intrigas pessoais ou fofocas que nunca são bem vindas. Além de não ser uma atitude ética, as informações podem acabar “vazando” e causando grandes problemas de relacionamento, além de, é claro, prejudicarem sua carreira. Excesso de informação sobre a vida pessoal é outra abordagem que exige muita cautela, uma vez que são pontos que podem comprometer seu rendimento ou serem usados de alguma forma contra você.

Relacionamentos saudáveis vão além dos amigos no trabalho

É praticamente impossível gostar de todo mundo que está no seu círculo de convivência, não é verdade? E mais ainda desenvolver confiança com totalidade das pessoas. Porém isso também não é necessário.

            O que é necessário é ter uma relação saudável, evitando ao máximo intrigas e discussões com quem quer que seja. É claro que você vai se identificar mais ou menos com alguns colegas, mas criar “panelinhas” e se fechar em um grupo específico não é legal.

            Primeiramente porque sempre temos muito a aprender com quem pensa diferente, mesmo que os pensamentos se contradigam. Segundo porque, queira ou não, serão todos pessoas que farão parte da sua rotina e conviver com aqueles que você realmente não tolera é muito mais difícil.

            Seja flexível e entenda que nem todos serão seus amigos no trabalho, mas todos devem ser respeitados sem implicâncias e julgamentos.

            E como lidar com a competitividade? Use ela a seu favor para tentar dar o seu melhor e mostrar a si mesmo (não aos outros) o quão bom você é no que faz. Aproveite para tentar manter uma constante evolução, mas não deixe que isso ultrapasse o bom senso e torne-se algo negativo. Extrapolar estes limites pode fazer muito mal tanto para a sua saúde mental, quanto para a sua imagem como profissional.

Cuidado para não confundir amizade com “100% de lealdade”

Quais são suas expectativas ao ter amigos no trabalho? Elas estão alinhadas com o que realmente uma boa amizade pode e deve fazer por você?

            Um bom amigo deve ser de confiança, saber ouvir, ser recíproco. Porém  esperar que ele encubra erros, concorde com tudo o que você faz e faça coisas que fogem das normas para te “proteger” não é um bom caminho.

            É necessário entender que críticas construtivas são importantes para o desenvolvimento e certos tipos de “proteção” não condizem com o que é certo. Pedir que ele minta sobre alguma situação, bata o ponto por você ou acuse alguém erroneamente, por exemplo, são coisas que pouco tem a ver com amizade e lealdade, e que comprometem tanto o caráter de ambos quanto a imagem em si.

Diante de tantos desafios, quais os benefícios afinal?

Parecia simples, não é mesmo? Mas realmente é um grande desafio não confundir as coisas e extrapolar a liberdade e proximidade.

            Só que o que não podemos esquecer é que exercitar esse tal equilíbrio sempre valerá a pena, e ainda nos traz uma grande dose de autoconfiança, desenvolvimento e maturidade.

            Trabalhar em um ambiente leve com quem você gosta de estar auxilia diante de muitas situações de sobrecarga, e você pode dividir sentimentos com alguém que entende o que você está passando melhor que alguém “de fora”.

            Além disso, a presença de amigos no trabalho melhora o humor, o que faz bem tanto para o desempenho quanto para a saúde. Saber que existem pessoas na mesma situação que a sua, e abrir seu coração sobre isso sem julgamentos ajuda muito a evitar diversas doenças, como ansiedade, pressão alta e depressão.

            Conversar com pessoas com interesses e realidades semelhantes também estimula a troca de ideias e consequentemente a criatividade, possibilitando novos pontos de vista e proatividade.

Como “alimentar” e manter bons amigos no trabalho?

Sabe aquelas situações que a gente fica pensando “se ele quiser conversar, vai se aproximar”? É muito comum que o outro pense o mesmo, e vocês não iniciem um diálogo por ficarem nesta situação. Dê o primeiro passo e seja receptivo, oferecendo ajuda quando parecer preciso ou dando sua opinião quando tiver algo a agregar.

            Seja também um bom ouvinte, e mostre estar interessado em continuar uma conversa ou entender melhor o que o outro está sentindo. Cuidado para não prometer coisas que você não pode cumprir, mas se comprometa a auxiliar quando possível.

            Lembre sempre que vocês são um time, e conforme já falamos anteriormente sobre competitividade, use isso de querer ser melhor para elevar sua marca ou empresa como um todo. Seja positivo e confiante, e espalhe boas energias mesmo quando as coisas não estão muito animadoras. Procure agir da maneira que você gostaria que os outros agissem. É como um corrente do bem!

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